Quatro
velas estavam queimando ruidosamente, calmamente. O ambiente estava tão
silencioso que podia-se ouvir o diálogo que travavam.
A primeira vela disse:
-
Eu sou a Paz ! Apesar de minha luz as pessoas não conseguem manter-me, acho que
vou apagar. E diminuindo devagarzinho, apagou totalmente.
A segunda vela disse:
- Eu
me chamo Fé! Infelizmente sou muito supérflua. As pessoas não querem saber de
mim. Não faz sentido continuar queimando.
Ao
terminar sua fala, um vento levemente bateu sobre ela, e esta se apagou.
Baixinho e triste a terceira vela se manifestou:
-
Eu sou o Amor! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de
lado, só conseguem se enxergar, esquecem-se até daqueles à sua volta que lhes
amam.
E
sem esperar apagou-se. De repente... entrou uma criança e viu as três velas
apagadas.
-
Que é isto? Vocês deviam queimar e ficar acesas até o fim.
Dizendo
isso começou a chorar.
Então a quarta vela falou:
-
Não tenha medo criança. Enquanto eu queimar, podemos acender as outras velas.
Eu sou a Esperança. A criança com os olhos brilhantes, pegou a vela que restava
e acendeu todas as outras...
ESPERO QUE A VELA DA ESPERANÇA NUNCA SE APAGUE DENTRO DOS GUINEENSES.
(texto
adptado)
Por: Armando Mussa Sani
Nota do Editor
Fonte: NET
As saudades das gentes, dos lugares e da qualidade de VIDA que tinha em Mansoa é tão grande, que o mundo torna-se num lugar pequeno para colocar tudo!
O autor deste pequeno conto, Armando Mussa Sani é um irmão, amigo e companheiro de todas as horas, pessoa fundamental na edificação da emissora Rádio Sol Mansi.
Trabalhador e jornalista incansável e abnegado é hoje autor do programa radiofônico com a maior audiência na Guiné. Detentor de uma capacidade única de comunicar, onde a tônica é a serenidade, Mussa consegue cativar qualquer ouvinte que tenha na sua memória genética, a Literatura Oral africana!
Abraço forte irmão e Boas Festas à todos os meus parentis de Mansoa!!!

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