Cabo Verde está entre os países que os responsáveis pelo Índice Ibrahim
de Boa Governação Africana (IIAG) 2015 consideram preocupantes por ter
piorado o desempenho, apesar de ser um dos mais bem classificados.
Cabo Verde está entre os países que os responsáveis pelo Índice
Ibrahim de Boa Governação Africana (IIAG) 2015 consideram preocupantes
por ter piorado o desempenho, apesar de ser um dos mais bem
classificados.
O país mantém em 2015 a segunda posição, com uma pontuação de 74,5
numa escala de 100, mas desde 2011 que a evolução tem sido negativa.
“Nos últimos quatro anos, metade dos dez países com melhor desempenho
têm registado um declínio do seu desempenho governação”, lamentou Mo
Ibrahim, o empresário cuja Fundação financia este índice, na introdução
ao relatório deste ano.
Segundo o índice, as Ilhas Maurícias (1.º), Botsuana (3.º) Seicheles
(6.º) e Gana (7.º) são os outros países do top 10 que também registaram
uma degradação da governação.
Pelo contrário, vincou, a metade dos dez países com melhor desempenho
no último ano já figuram nos escalões superiores do índice, como
Tunísia (8.º), Senegal (9.º), Marrocos (16.º) ou Costa do Marfim (35.º).
“Podem muito bem ser potenciais potências”, comentou.
Numa análise ao panorama geral, Mo Ibrahim considerou que “os
resultados do IIAG 2015 revelam que o progresso geral da governação em
África está parado. As melhorias na Participação e Direitos Humanos e no
Desenvolvimento Humano são superadas pelas deteriorações em Segurança e
Estado de Direito e Oportunidades Económicas Sustentáveis. Ao longo dos
últimos quatro anos, apenas seis países dos 54 foram capazes de
alcançar o progresso em todos os quatro componentes do índice”,
lamentou.
As Ilhas Maurícias mantêm a primeira posição, enquanto a Somália
continua em último lugar da lista, que este ano tem 54 países devido à
adição do Sudão do Sul e do Sudão pela primeira vez desde a separação
dos dois países.
Criado em 2007 pela Fundação Mo Ibrahim, o Índice Ibrahim de
Governação Africana (IIAG) mede anualmente a qualidade da governação nos
países africanos através da compilação de dados de diversas fontes.
O objetivo é informar e ajudar os cidadãos, governos, instituições e o
setor privado a avaliar a provisão de bens e serviços públicos e os
resultados das políticas e estimular o debate sobre o desempenho da
governação com base em dados concretos e quantificados.
A avaliação é feita de acordo com quatro categorias: Segurança e
Estado de Direito, Participação e Direitos Humanos, Oportunidades
Económicas Sustentáveis e Desenvolvimento Humano, divididas por 14
subcategorias. Usa 93 indicadores e informação recolhida junto de 33
instituições globais.
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